Se estão a planear um saltinho - ou uma viagem mais longa - pelos nossos países vizinhos, saibam que devem requisitar um Cartão Europeu de Seguro de Doença. Desta forma, poderão aceder de forma bastante simples a cuidados de saúde no país que visitam, caso necessitem.

Este cartão é válido em mais do que trinta países - Alemanha, Áustria, Bélgica, Bulgária, Chipre, Croácia, Dinamarca, Eslováquia, Eslovénia, Espanha, Estónia, Finlândia, França, Grécia, Hungria, Irlanda, Islândia, Itália, Letónia, Liechtenstein, Lituânia, Luxemburgo, Malta, Noruega, Países Baixos, Polónia, Portugal, Reino Unido, República Checa, Roménia, Suécia e Suíça - e permite-vos usufruir de cuidados de saúde, no sistema de saúde público, tal e qual como se estivessem no vosso país de residência.

Basicamente, é um cartão com modelo único, gratuito, que foi criado para que em qualquer um dos países aderentes, o processo de identificação do titular e da instituição financeiramente responsável pelos custos dos cuidados de saúde seja simplificado.

Segundo a página oficial de informação, o cartão pode ser requisitado por:
  • Os trabalhadores que se encontrem abrangidos por um regime de Segurança Social, os não activos, os pensionistas e respectivos familiares
  • Beneficiários de subsistemas de saúde públicos
  • Beneficiários de subsistemas de saúde privados
  • Utentes do serviço nacional de saúde, no caso de não haver vínculo à Segurança Social ou a um subsistema de saúde público ou privado.

Podem requisitá-lo, fácil e gratuitamente, no site da Segurança Social. Nós pedimos o nosso no mês passado e o processo foi realmente muito simples. Bastou entrar na nossa área pessoal na Segurança Social Directa, aceder à área específica do Cartão e efectuar o pedido. Em menos de duas semanas tínhamos o cartão na nossa caixa do correio.


Foram oito dias repletos de pizzas, gelados, pastas, risotto, gnocchis e muito mais do que a gastronomia italiana tem para nos dar. Quero acreditar que, mais do que os três quilos engordados, trazemos muito mais "quilos" de cultura e experiências que não vamos esquecer..  Como já tinha previsto, voltámos de viagem completamente arrebatados por Itália. E mesmo para Ele, que já tinha feito um percurso semelhante, esta viagem trouxe-lhe bastante valor acrescentado, muitas experiências novas e até mudanças de opinião em relação ao que tinha sentido da primeira vez que a visitou.


No que toca à roadtrip, não podia ter corrido melhor. Tudo foi definido por nós e delineado ao pormenor, com os percursos traçados e as reservas feitas com antecedência. 
Todos os trajectos foram feitos muito facilmente, as estradas são boas e, à excepção do troço entre Florença e Roma, praticamente não apanhámos trânsito. Os custos e duração de percursos que planeámos com o site Via Michelin foram bastante acertados e algumas portagens foram até mais baratas do que tínhamos previsto - uma agradável surpresa! Andar de carro no centro das cidades durante o dia é praticamente impossível, por causa das ZTL (Zona de Tráfego Limitado) mas durante a noite a restrição é desactivada. Com um bocadinho de pesquisa prévia, conseguimos identificar os horários de funcionamento das ZTL de cada cidade e escapar às multas sem qualquer dificuldade. Assim, durante o dia desbravámos cada cidade a pé, deixando o carro no estacionamento do hotel e reservando-o apenas para a deslocação entre cidades.



Milão, o único destino repetido para ambos, foi  a melhor forma de chegar a Itália: matar saudades. O centro histórico, com os monumentos que queríamos visitar, é relativamente pequeno e fácil de explorar. O que não foi fácil foi aguentar o calor: sensação térmica de 43° e todo o país em alerta. Valeu-nos um cocktail gelado na Terrazza Aperol, com uma vista privilegiada para o Duomo. E para terminar o dia, matei saudades da maravilhosa pizza da Spontini.

Verona foi, sem dúvida, a cidade que mais nos surpreendeu. Cada rua que percorríamos era mais bonita e florida que a anterior, com as fachadas coloridas e as varandas cuidadas. Foi aqui que descobrimos os gelados Venchi, que depois nos acompanharam em toda a viagem. E tão rapidamente não vou esquecer o gnocchi com carne de cavalo que almocei no restaurante Punto Rosa.




Tão estarrecidos com Verona, acabámos por nos atrasar e só chegámos a Pádua ao final da tarde. Com muita sorte, entrámos na Basílica de Santo António de Pádua apenas cinco minutos antes de fechar. Mais cinco minutos de atraso e tínhamos perdido aquele que foi o monumento que mais nos surpreendeu em toda a viagem. A riqueza, pormenor e cor desta Basílica, perdidas numa cidade simples e menos turística, foram o choque mais agradável.



No único trajecto de comboio que fizemos, pusemo-nos em Veneza num instante. Veneza foi aquilo que esperávamos dela: romântica, cénica, a abarrotar de turistas. Andar de gôndola nos canais vazios e nos poucos momentos de silêncio de toda a cidade vale muito mais do que os 80,00€ que cobram. E se o gondoleiro tiver alma de Pavarotti, como o nosso tinha, o momento torna-se ainda mais inesquecível.

Em termos de monumentos, Bolonha é a cidade mais modesta. Mas foi a única em que sentimos estar realmente embrenhados na vida dos italianos. O rebuliço é muito característico e os 38km de arcadas por que a cidade é conhecida foram um doce no quarto dia de temperaturas demasiado elevadas.

Começar a explorar Florença na Piazzale Michelangelo com um pôr-do-sol maravilhoso aumentou ainda mais a expectativa para esta cidade, que já estava nos píncaros. É realmente uma cidade lindíssima, com uma componente artística omnipresente. Mas a sujidade, os monumentos encardidos e as ruas cinzentas desencantaram-nos e não a deixaram subir para o topo das preferências.



Roma é... Roma. E é difícil descrever a envolvência e a quantidade de monumentos por metro quadrado. A majestosidade do Coliseu, a imponência do Vaticano, a Fontana di Trevi a parecer um oásis no meio da cidade. Três dias foram muito pouco e teremos, certamente, que lá voltar.

Agora, depois de oito dias a fazer uma média de 10km/dia, vamos estender as pernas nas praias algarvias e descansar o mais possível. Prometemos dar notícias!

De certeza que já vos aconteceu passear por uma cidade com malas ou mochilas atrás, por não terem onde as deixar. Ou porque o check in no hotel é apenas mais tarde, ou porque tiveram que fazer check out cedo, ou até porque estão apenas de passagem. E se estamos habituados às facilidades dos hotéis em ficarem com as nossas malas por algumas horas, essa opção nem sempre se adequa ao nosso percurso e aos nossos timings. Hoje em dia, com todas as regras de segurança tão apertadas, há até muitos hotéis que se estão a recusar a ficar com a bagagem...

Felizmente, cada vez há mais projectos interessantes e que respondem a estas necessidades. O The Biggest Cloakroom é um desses casos. Denominam-se o "maior bengaleiro do mundo" e o serviço é exactamente esse: ficam com a vossa bagagem enquanto passeiam pela cidade!








Experimentámos este serviço na nossa mais recente ida ao Porto e ficámos convencidos: chegámos ao centro, deixámos a nossa mala no The Biggest Cloakroom e passeámos à vontade pelo centro, sem pesos atrás, nem complicações. No nosso caso foi apenas por umas horas, mas podem deixar as vossas malas durante vários dias. O serviço é muitas vezes utilizado, por exemplo, por estrangeiros que vêm para Portugal para fazer o Caminho de Santiago e pretendem levar consigo apenas o mínimo e essencial.





O processo é mesmo muito simples: preenchendo um formulário com os dados pessoais, a mala é guardada e recebem uma senha para levantamento da mala.


Além de entregarem a vossa mala, podem ainda requisitar informações sobre a cidade (deram-nos umas dicas óptimas, mesmo para quem já conhecia bastante bem o Porto!), tours e transfers para o aeroporto ou para a estação de comboio.


Os preços do serviço variam consoante o tamanho da bagagem e o número de horas (ou dias) em que vão recorrer ao serviço, começando nos 3,00€ para mochilas de tamanho pequeno por períodos até 3 horas. A melhor forma de perceberem qual o custo da vossa necessidade específica é entrarem em contacto com a loja, para que vos possa ser dado um orçamento personalizado. O serviço é muito flexível e podem pedir até que recolham a bagagem no vosso hotel!

Além do Porto, este serviço já chegou a Aveiro. E o objectivo é que se espalhe por mais locais rapidamente! É fantástico ou não é?

A Ryanair está com uma promoção só hoje (até à meia noite) para viagens entre 13 de Novembro e 15 de Dezembro.

A promoção é de 20% de desconto em 1 milhão de lugares e está disponível em todas as rotas:




Não resta muito tempo mas é uma oportunidade para aproveitar!

Let's Run Away!

A primeira quarta-feira do mês é sempre sinónimo de boas oportunidades no mundo dos bilhetes de avião. Este mês não é excepção e a KLM, juntamente com a Air France, brinda-nos com óptimos preços.

Podem efectuar a vossa reserva até ao final do dia de amanhã, 03 de Agosto de 2017, mas os valores estão limitados ao número de lugares disponível. Os valores apresentados referem-se a viagens de ida e volta, com tudo incluído (taxas, suplementos, etc.) para voos com saídas do Porto e Lisboa. A estadia mínima é de cinco dias ou uma noite de sábado, e a máxima de três meses. 

Quanto a datas, as limitações são as seguintes:
- África e Caribe - 22.08.2017 a 30.06.2018, excepto de 15.12.2017 a 05.01.2018
- América do Norte - 10.09.2017 a 31.03.2018, excepto de 17.11.2017 a 24.12.2017
- Ásia e Médio Oriente - de 01.09.2017 a 30.06.2018, excepto de 18.12.2017 a 29.12.2017



Parece-nos que esta promoção é para aproveitar nos voos para o Teerão, Tóquio, Miami, Luanda, Boston, Pequim, Havana, Bangalore e São Martinho. Nos restantes destinos, há outras companhias aéreas a oferecer valores muito semelhantes ou até inferiores.
A promoção é limitada a um determinado número de lugares, por isso corram! Para alguns dos destinos que identificámos como boas oportunidades, já não estamos a encontrar os valores tão baixos como indicados pela KLM. Mas não desistam e fiquem atentos, nunca sabemos se não podem disponibilizar mais lugares em promoção... 

Let's Run Away?

Agosto cheira a férias, é indiscutível. E, por isso mesmo, reservámos-lhe duas semanas in-tei-ri-nhas para aquilo que fazemos melhor: viajar. 
E como é que vamos utilizar esses dias de férias? Com uma estreia e uma repetição, pois bem. 

Na primeira semana de férias, rumamos em direcção a Itália. É a primeira vez que viajamos juntos para fora do país em Agosto - como já vos disse, nestes meses os preços são tendencialmente mais altos e os destinos a abarrotar de gente... - mas com as reservas feitas com antecedência, conseguimos um valor bastante simpático.
O voo leva-nos até Milão e depois o carro encarregar-se-á do resto, praticamente até ao regresso. Vão ser oito dias para percorrer Milão, Verona, Pádua, Veneza, Bolonha, Florença e Roma. De Roma, apanharemos um voo com destino a casa. Se alguns dos locais teremos tempo para descobrir mais a fundo, outros serão vistos de fugida. Conto com a ajuda d'Ele, que fez uma viagem semelhante há alguns anos, para nos guiar da melhor forma. De Itália apenas conheço Milão, mas tenho a certeza que vou ser completamente arrebatada pelo resto. As expectativas estão muito altas! E já fico com água na boca quando penso nas pizzas, nas pastas, nos gelados...


Da segunda semana de férias, espera-se descanso. 
Rumaremos ao Algarve, para o destino de férias de infância d'Ele, que repetimos todos os anos. Para Ele, são "AS" férias. Para mim, que o acompanho, a rotina já se vai entranhando e tornando-se um bocadinho minha também - fora o acordar cedo todos os dias, claro está... O ritmo acorda - vai para a praia - almoça - vai para a praia - janta - dorme vai-nos saber que nem ginjas (neste caso, que nem "dom Rodrigos" à Algarvia). Tudo isto saboreado com um peixinho grelhado do Fisherman's e regado com uma caipirina do Bolan, que não podem faltar.

As férias de 2017 não ficam por aqui e ainda temos alguns cartuchos para queimar. De Setembro espera-se descanso pelo Alentejo, em Outubro daremos um saltinho aos Açores e para Dezembro... ui, para Dezembro temos grandes planos. Se nos seguem no Instagram, já desvendámos um bocadinho a ponta do véu e, com um bocadinho de perspicácia, conseguem saber qual o destino. Posso-vos dizer que para mim, é um dos itens da minha bucketlist e estou em pulgas para lhe fazer um "check"!

Let's Run Away?

Como vos contámos no #1 deste planeamento, o voo foi comprado em Fevereiro. Entretanto, preocupámo-nos em encontrar um guia que aceitasse ir-nos buscar ao aeroporto de Chiang Rai, visitasse connosco os pontos que estavam no nosso roteiro e nos deixasse em Chiang Mai, no final do dia. Entre Chiang Rai e Chiang Mai são cerca de três horas de carro. Só com esta opção conseguiríamos visitar ambas as cidades no tempo que tínhamos disponível. E o passo seguinte foi começar a marcar voos e hotéis...

#2.1 - Guia Turístico

Se nas outras cidades em que ficámos visitámos tudo por nossa conta, para conhecer Chiang Rai e Chiang Mai em dois dias, essa hipótese estava completamente fora de questão. Depois de muitos (mesmo muitos) contactos, fechámos "negócio" com o Joy (onecoolsoda@hotmail.com) para um pacote completo que incluía:
- Pick up no aeroporto de Chiang Rai
- Visita à Karen Long Neck Village
- Visita ao Triângulo Dourado com passeio de barco até Donsao Island (Laos)
- Almoço (almoçámos num restaurante com uma vista brutal, mesmo na zona do Triângulo Dourado)
- Visita ao Templo Branco
- Viagem Chiang Rai - Chiang Mai 
- Drop off no hotel em Chiang Mai
- Visita ao Santuário dos Elefantes (Elephant Jungle Sanctuary), no programa de meio dia, com pick up e drop off no hotel
- Visita à fábrica de Jade em Chiang Mai
- Visita ao templo Doi Suthep em Chiang Mai

Por todos estes pontos, com as entradas incluídas, pagámos cerca de 250,00€. Sabemos que o valor é alto, mas para nós era impensável abdicar de algum destes pontos a visitar. E esta foi a única forma que encontrámos de o fazer em tão pouco tempo.

#2.2 - Transfers Internos

Ao todo, visitámos 4 zonas diferentes da Tailândia. Para nos movimentarmos internamente, optámos por utilizar voos. Podíamos também ter feito os trajectos de comboio (dizem que o comboio nocturno para Chiang Mai vale muito a pena, mas o nosso destino era Chiang Rai) e de autocarro. Pelo que pesquisámos, apesar de as viagens de autocarro serem mais baratas, as diferenças de valor não eram muito significativas. Quanto ao comboio, era a opção mais cara de todas, se quiséssemos uma cabine com cama. E todas elas demoravam bastante mais tempo do que o avião...

Assim, para as nossas deslocações utilizámos...





Tenham em atenção que os preços apresentados para os voos apenas incluem bagagem de mão: a bagagem de porão é paga à parte em todos os voos internos. No nosso caso, não necessitámos de pagar o extra porque viajámos apenas com mochila. Mas se precisarem, contem com cerca de 20,00€ extra por trajecto.

Os bilhetes para o ferry que faz a ligação com as ilhas Phi Phi foram sempre comprados no local, de véspera. O preço de compra online com antecedência era bastante superior.

#2.3 - Hotéis

À excepção do hotel de Chiang Mai, que nos foi recomendado pelo guia, todos os outros foram escolhidos por nós. Utilizámos sempre o booking.com para a pesquisa e também para efectuar as reservas. Preocupámo-nos em encontrar hotéis com uma boa localização - preferimos sempre pagar um pouco mais por um hotel bem localizado do que perder mais tempo e dinheiro em deslocações - e com boa avaliação pelos anteriores hóspedes. 
Como podem ver, se perdemos a cabeça com o hotel em que ficámos nos últimos dois dias em Bangkok - o Aloft Bangkok Sukhumvit 11 - conseguimos equilibrar os gastos com outros hotéis em que gastámos valores muito simpáticos por noite, como é o caso do C H Hotel em Chiang Mai, mas também do Dang Derm Hotel em Bangkok e do The Cobble Beach nas ilhas Phi Phi.

Reviews dos Hotéis:
- Dang Derm Hotel, Bangkok
- C H Hotel, Chiang Mai
Com as reservas de voo Lisboa - Bangkok, voos internos, ferrys, hotéis, tours e guia para Chiang Mai e Chiang Rai, a nossa viagem ficou num total de 1.100,00€ por pessoa. Se quiséssemos, podia facilmente ter ficado mais barata. Bastava optar por outros hotéis em Railay Beach e nas últimas duas noites em Bangkok e a viagem passava para menos de 1.000€. 

Ainda assim, o valor total encontra-se bem abaixo do que é cobrado por qualquer agência de viagens para uma viagem deste género, e até para viagens que apenas incluem Bangkok e Krabi, por exemplo. Não se esqueçam que este valor já tem incluídas todas as despesas com tours, guia, ferrys, etc.!

E agora que já temos tudo marcado, falta-nos apenas preparar a viagem propriamente dia... numa próxima publicação!