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Santa Maria e um fim-de-semana que valeu por dez.


Marcar a viagem a Santa Maria para o início de Novembro foi a melhor coisa que poderíamos ter feito. Sem exageros. 

Como vos dissemos, estamos fisicamente cansados de um mês de Outubro em que não estivemos por casa nenhum fim-de-semana. A correria foi enorme e, pelo meio, houve mais desafios a cumprir. É claro que não adivinhavamos isto quando comprámos os voos, em Agosto. Mas foi um enorme tiro de sorte. 

À medida que fomos dizendo, aqui e ali, que iríamos quatro dias para Santa Maria, fomos sempre ouvindo que é uma ilha muito pequena e com pouco para fazer. Não nos importámos, porque queríamos mesmo descansar. Mas não podíamos ter sido mais mal informados...

Como é que podem fizer que uma ilha de 97km2 com 78km de trilhos tem pouco para fazer? Uma ilha em que não existem vulcões nem lagoas mas que tem um deserto vermelho, a sua própria calçada dos gigantes, planícies e montes verdes que parecem de veludo, fósseis incontáveis, uma das maiores cascatas de Portugal, duas vacas por cada habitante (sim, o mito confirma-se), baías dignas de postal, as melhores praias dos Açores, um clima ameno durante todo o ano... Isto tudo e muito mais em 97km2, repito. 

À medida que a fomos conhecendo, fomos também descobrindo mais coisas para conhecer. E a pé e de carro, ultrapassámos os duzentos quilómetros percorridos dentro dos 17 quilómetros de comprimeto por 9,5 quilómetros de largura. Não é uma ilha para turistas, é uma ilha para viajantes que queiram sujar as botas e percorrer trilhos nas escarpas e no mato. Santa Maria tem muito para explorar.

E depois, tem os marienses. Os açorianos mais simpáticos que já vimos. Que nos fazem sentir em casa ao fim de poucas horas e nos dão uma sensação estranha de segurança, com o hábito de pedir boleias, de deixar a porta de casa aberta, o carro com a janela baixa, a carteira no banco e a chave na ignição. Acreditam que não vimos um único carro com os vidros todos fechados?
Só cá andámos quatro dias, mas já tínhamos a "nossa mesa" para os lanches no Restaurante A Travessa, já nos despedimos com dois beijinhos da Aida do Restaurante Grota, já tínhamos o sumo de pêra à nossa espera para o pequeno-almoço. E quando nos despedimos, por fim, foi com um informal "até qualquer dia". Com a certeza que não nos importamos nada de voltar a esta ilha, uma e outra vez...

Ontem assustei-o ao dizer que está é, no seu todo, a minha ilha preferida das cinco que já conhecemos nos Açores. Não sei como vos explicar isto. Mas se falarmos de ingredientes, as paisagens de São Miguel, surreais e arrebatadoras, têm a minha preferência. Se falarmos no "bolo inteiro", Santa Maria leva o prémio do meu coração. 

O roteiro virá, como habitual, a seu tempo. Primeiro deixem-nos degustar desta paixão tão inesperada...

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