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Roteiro: Um dia no Parque Nacional de Yosemite


Visitámos o Parque Nacional de Yosemite na nossa roadtrip pela Costa Oeste dos Estados Unidos, partindo de São Francisco. Quem vê no mapa, parece "perto"... São quatro horas de viagem para cada lado, na melhor das hipóteses.
Mas férias, para nós, também é acordar cedo. E, por isso, era ainda madrugada quando saímos do Hotel Stratford em São Francisco, pegámos no carro alugado e partimos em direcção a Yosemite. A paisagem, pelo caminho, é pouco interessante (e, por isso, cansativa) até entrarmos na Sierra National Forest e o trajecto se tornar paralelo ao Rio Merced

A partir daí, a paisagem conquista-nos a cada minuto. Ainda não tínhamos entrado no limite oficial do parque e já tínhamos parado o carro duas vezes:
- na primeira, porque tínhamos sido redondamente enganados pela meteorologia; o dia previa-se fresco, íamos agasalhados e afinal estavam... 35º! A nossa sorte foi termos as malas no porta-bagagens: rapidamente mudámos de roupa para algo mais fresco.
- na segunda, para fotografar a paisagem e o Rio Merced, que corria tão rápido que salpicava vários metros em volta... duas vezes refrescados, estávamos prontos!



A entrada no Parque Nacional de Yosemite é controlada e paga. A taxa de acesso é cobrada por veículo e não por pessoa, ou seja, um carro normal paga 35$ para entrar independentemente do número de pessoas que leve dentro. No nosso caso, e porque sabíamos à partida que íamos visitar outros Parques Nacionais, comprámos um passe anual por 80$ que nos permitiu acesso a todos os parques. Compensa sempre que visitem mais do que dois Parques Nacionais.
Uma nota importante: este passe é transmissível, ou seja, podem partilhá-lo com amigos que visitem os parques nacionais americanos no mesmo ano!

À entrada, dão-nos um livrete com informações sobre o parque, um mapa geral e outro mais detalhado sobre o percurso automóvel e Yosemite Village. Como o percurso não é grande e tínhamos o dia todo, optámos por fazê-lo na totalidade. Mas se tiverem o vosso tempo limitado, o melhor conselho que vos podemos dar é dirigirem-se ao Visitor Centre e pedirem opinião aos colaboradores do Parque. Fizemos isso noutros parques que visitámos e foi uma grande ajuda: dissemos quanto tempo tínhamos disponível e indicaram-nos a melhor forma de o aproveitar.

Entrámos em Yosemite pela El Portal Road e isso permitiu-nos começar logo pela Bridalveil Fall, a mais imponente cascata do parque. E, logo a seguir, uma zona com canos com a Lower e a Upper Yosemite Falls ao fundo.



O percurso de Yosemite é circular e pode ser feito de carro. Em alguns pontos, há parques de estacionamento e acesso aos vários trilhos existentes.
Depois de vermos Sentinel Dome, estacionámos o carro em Half Dome Village, um dos pontos de apoio ao Parque. Aqui, há um enorme estacionamento, um supermercado onde abastecemos de águas frescas e algumas opções de restauração, onde optámos por almoçar. Além de pizzas e grelhados, há opções mais saudáveis de comida pronta no supermercado e os preços são semelhantes ao que encontramos fora do parque, sem exageros. 
Almoçámos com vista para Half Dome e fomos acompanhados por alguns esquilos, em busca de migalhas. Depois, seguimos para o trilho até Mirror Lake.



O Mirror Lake Trail tem 3,2km de comprimento, na viagem de ida e volta. Se quisermos seguir o trilho que dá a volta completa ao lago, passa a 8km no total. A elevação é muito baixa e o grau de dificuldade é simples. Mesmo com temperaturas altas, acima dos 35º, não tivemos qualquer dificuldade em fazê-lo. 
Enquanto alguns trilhos vos permitem apenas chegar mais perto de algumas das cascatas ou pontos de interesse, este permite-vos ver uma paisagem completamente diferente do Parque. Se só puderem fazer um trilho, recomendamos este. (Se forem com tempo, façam mais... o Parque tem imensa coisa para descobrir!)






O nome Mirror Lake acenta-lhe que nem uma luva. A vegetação em volta é densa, as montanhas enormes e as águas calmas do Lago fazem um bonito reflexo da paisagem envolvente.
No caminho de regresso até ao carro - ainda havia tanto para ver! - tivemos a companhia de uma luz espectacular e dos nossos amigos esquilos. Felizmente, os Leões da Montanha e os Ursos não apareceram... apesar dos vários sinais de perigo e das várias recomendações de como agir se os encontrássemos. 



Fizemos também um pouco do trilho da Lower Yosemite Fall, que nos permite chegar mais perto das cascatas. A imagem é incrível, mas aquilo que gostávamos mesmo de vos conseguir transmitir é o som da água a cair. Brutal!



Mais esquilos pela frente, e mais um trilho também. Desta vez, apenas um percurso para ver, mais de perto, El Capitan. Enorme, enorme! 




A volta circular ao Parque estava dada, a tarde ia longa e estava na hora de nos dirigirmos para Norte. Mariposa Groove estava fechada para obras de recuperação há algum tempo (abriu dias depois de lá estarmos...) e, por isso, dirigimo-nos a Glacier Point Road, a estrada que tal como o nome indica, nos leva a Glacier Point.
Esta rua está fechada entre Novembro e Maio, devido às condições atmosféricas. A melhor altura para ver o parque completo é, então, nos meses de Verão e início do Outono.

Primeira paragem do caminho? Uma das imagens mais características de Yosemite: Tunnel View. Um miradouro incrível com vista para o caminho entre as montanhas e uma enorme cascata. Daqui conseguimos avistar El Capitan, Half Dome e também a Bridalveil Fall
Para quem entra pelo parque vindo do Sul, esta pode ser uma das primeiras miragens. Para nós, faz mais sentido ver esta paisagem da parte da tarde, quando o sol a ilumina de frente e dá mais dimensão às várias sobreposições.



O trajecto é lindíssimo, mas só dá mesmo para parar nos Miradouros do Parque. Por isso, a próxima paragem foi Washburn Point, onde aproveitámos pela primeira vez o facto de estarmos a ver a paisagem de cima. Apesar disso, não conseguimos deixar de ficar abismados pela grandeza de Yosemite. 
Os animais, à nossa volta, em estado plenamente selvagem são o toque delicioso do parque. Quem resiste?




E, por último, Glacier Point. Incrível, incrível, incrível. A cereja no topo do bolo deste dia. Chegámos lá muito perto da hora do pôr-do-sol e foi a melhor escolha que fizemos. A vista era incrível, a luz era incrível. Pelo que percebemos, e apesar de não termos ido preparados sobre isso, Glacier Point é um dos spots para assistir ao pôr-do-sol em Yosemite. Havia muitas pessoas sentadas nas rochas, em silêncio, a aproveitar esta maravilha da Natureza.





Sabem aqueles dias que terminam com a sensação de terem sido perfeitos? Este dia foi assim.
As expectativas são uma coisa lixada, e num país em que toda a gente fala do Grand Canyon, as nossas expectativas para Yosemite eram comedidas. Sabíamos que íamos gostar, mas não estávamos preparados para ver a Natureza a gritar-nos em toda a sua plenitude. Yosemite foi dos pontos mais altos da nossa viagem e faz todas as horas de caminho valerem a pena. O parque que dá o nome aos sistemas operativos da Apple é muito mais do que isso... muito, muito mais.

Felizmente, tivemos a bela ideia de marcar um hotel a meio do caminho para passar a noite seguinte - ficámos no Best Western Plus Rama Inn & Suites, em Oakdale. Pudemos descansar deste dia longo e aproveitarmos a sensação de termos conhecido um sítio inesquecível, enquanto recuperávamos energias para o dia seguinte, que dedicámos a um "Roteiro Apple", ou não fosse o João super fã da marca.

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